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Quando
você for encarar aquela descida esburacada, que geralmente vem depois de uma
subida forte, troque pelo menos 3 catracas caso a corrente esteja na catraca
maior e passe para a coroa grande, como na foto ao lado. Isso evita que o
câmbio traseiro, estando na catraca maior, acabe enroscando nos raios da roda
traseira por conta dos solavancos causados pelos buracos na pista, e a corrente
na coroa grande fica mais esticada evitando o contato da mesma com os raios da
roda. Desse jeito você preserva o aro, os raios, a gancheira e principalmente o
câmbio traseiro da bike. Com o tempo essa manobra fica automática e sua
pedalada não vai ser perdida.
Sempre
verifique sua câmara reserva antes de sair pra pedalar, principalmente se ela
está guardada há muito tempo, pois a borracha pode ressecar. Se você a leva
na pochete ou na bolsa de selim, sempre a coloque dentro de um saco plástico ou
na própria embalagem da câmara, pois o atrito com as paredes da bolsa provoca
cortes nas laterais da câmara e você só vai perceber quando precisar dela.
Uma boa dica é levá-la presa no avanço de guidão, ou mesa, por elásticos ou
fatias de câmaras, pois se trata de um espaço pouco explorado e onde a câmara
não vai atrapalhar em nada, muito menos incomodar dentro do bolso da camisa ou
pulando dentro de uma bolsa de selim ou pochete.
Sua bike está sofrendo de chain-suck? Quando a corrente enrosca entre as coroas e o quadro, principalmente quando se pedala no barro? Isso ocorre porque a relação da sua bike já está pedindo arrego e o desgaste da corrente e também das coroas, em especial as menores, já é considerável. Uma solução prática e barata é a utilização de um anti-chain-suck, ou seja, um protetor de chain stay de plástico, daqueles que tem uma barbatana, preso por presilhas na parte de baixo do chain stay, próximo ao movimento central, onde a barbatana deve ficar quase encostada às coroas do meio e menor, evitando que a corrente suba e enrosque. Ainda não testei com lama até o pescoço mas funciona em casos onde já haveria chain suck. Se não funcionar tenho uma dica melhor: Troque a relação! Veja o exemplo do anti-chain-suck:
Você pode andar com a bike
toda marrom de barro, mas deve sempre fazer a limpeza da relação de
transmissão. São os componentes móveis que ficam mais expostos e suscetíveis
a um maior desgaste por conta da sujeira. Primeiro utilize uma escova de dentes
usada (ou uma especial para este fim) para retirar a sujeira mais grossa da
corrente e coroas, utilize um raio (de roda mesmo) para retirar a sujeira entre
as engrenagens do pinhão ou catraca e também nas roldanas do câmbio traseiro.
Essa sujeira grossa absorverá o óleo que você aplicar na corrente se a
relação estiver suja, e a lubrificação não fará efeito por muito tempo.
Girando o pedivela para trás, limpe a corrente com um pano seco na parte
inferior, apertando bem os dedos, primeiro as partes internas na corrente e
depois as laterais, se houver muita sujeira na corrente limpe também entre os
elos com um pano e um raio. Limpe também com um pano seco entre as coroas do
pinhão e do pedivela para livrar completamente da sujeira. Limpe também as
roldanas do câmbio. Com a relação completamente limpa e seca engate a marcha
mais pesada e *aplique o óleo na parte inferior da
corrente encostando o bico do aplicador na parte interna da corrente e girando o
pedivela para trás em velocidade moderada para não aplicar óleo em
excesso. Certifique-se de que toda a corrente esteja lubrificada. Apóie a bike
em um suporte e passe todas as marchas para deixar uma camada protetora de óleo
em todas as coroas. Nunca aplique óleo em cima da catraca
ou pinhão nem na parte externa da corrente, pois acumulará muita
sujeira. Este procedimento de limpeza e lubrificação deve ser feito sempre que
possível pois os componentes da relação são a alma da bike, e custam muito
caro também. Troque sua corrente sempre que necessário por uma nova quando a
quilometragem atingir entre 1.000km e 2.000km, assim as coroas e o pinhão podem
durar quase 10.000km com o uso de três ou quatro correntes novas, que ainda
podem ser revezadas quando a relação já estiver um pouco gasta e não aceitar
mais correntes novas. Você pode utilizar uma só corrente até acabar com toda
a relação, porém o desempenho do sistema será comprometido, exigindo maior
esforço na pedalada e causando imprecisão nas trocas de marcha. Uma corrente
muito gasta também fica mais propensa a quebrar e estragar sua pedalada.
*Esta maneira de lubrificar a corrente pode ser utilizada em uma corrida, não gastando mais do que alguns segundos. Leve sempre óleo com você em um pequeno frasco.
Se os freios (no caso de freios v-brake ou cantilever a cabo) de sua bike estiverem com o acionamento duro e o cabo parecer estar travando é hora de providenciar uma manutenção. Certifique-se de que os cabos de aço e conduítes estão em bom estado, sem dobras ou desfiando. Sem desmontar os cabos, retire os conduítes dos encaixes para expor as partes internas dos cabos de aço, limpe com um pano seco apertando-o para livrar completamente da sujeira, se estiver um pouco oxidado utilize uma palha de aço. Aplique uma camada de graxa branca no cabo e deslize o conduíte para espalhar a graxa por dentro. Recoloque os conduítes nos encaixes e acione os freios várias vezes para certificar-se que tudo está no lugar. Se os v-brakes se movem com dificuldade aplique um pouco de lubrificante líquido nos pivôs do quadro e garfo. Feito isso, se ainda for preciso uma certa força pra acioná-los, pode haver excesso de tensão das molas do v-brake ou cantilever, solte um pouco os parafusos reguladores da tensão das molas nas laterais dos freios e vá testando até o acionamento ficar suave mas sem comprometer o retorno do cabo totalmente, o que causaria uma folga nos manetes.
Para os cabos de câmbio o procedimento de limpeza é o mesmo dos freios e a lubrificação no caso do câmbio dianteiro pode ser feita também com graxa branca, mas no caso do câmbio traseiro é recomendado utilizar um lubrificante para condições extremas do tipo Finish Line (Cross Country - verde) para obter-se mais precisão e rapidez nas trocas de marcha.
Se você treina constantemente uma boa dica para economizar uma grana é substituir as barrinhas de cereais (que cada dia estão mais caras!) por pão francês com goiabada. São fáceis de transportar dentro de saquinhos plásticos no bolso da camisa e ainda fornecem uma boa dose de carboidratos, glicose, além do sal que auxilia na absorção da glicose e repõe os eletrólitos. O custo benefício em relação as tradicionais barrinhas é imenso. O único incômodo é ter que preparar os sanduíches. Testado e aprovado!